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A comunicação e o blá-blá-blá

By 4 de abril de 2018 Sem comentários

A comunicação e o blá-blá-blá

 

Lá se vão 17 anos desde que comecei a viver o mundo da comunicação e da publicidade. E é impressionante: logo nos meus primeiros passos na faculdade, já se ouvia o discurso de que a propaganda mudou, de que é preciso se adaptar aos novos tempos, de que devemos ouvir o cliente, de que temos que proporcionar experiências para os consumidores, de que isso e de que aquilo.

Ok. Certo. Tudo isso é verdade, obviamente, mas será que não está na hora de trocar o disco? Será que esses “gurus do marketing” – e são muitos por aí, boa parte deles autointitulados, que nunca fizeram uma campanha de sucesso – não notam que estão falando a mesma coisa em um looping eterno, apenas com novas nomenclaturas?

A cada ano, surgem novas tendências que rapidamente são tratadas como o futuro da comunicação. Todo mundo mergulha de cabeça nelas, domina as ferramentas e, logo em seguida, vê essa novidade do futuro ser substituída por outra. Os exemplos não faltam. Alguém aí ainda fala em Inbound Marketing?

Não que isso não ajude, que fique claro. A gente sabe que quanto mais estudos, mais dados, mais ferramentas, melhor vai ser o resultado da campanha. E isso, nos tempos de hoje em que os pontos de contato são múltiplos, é fundamental.

Mas vamos ser sinceros? Apenas teoria e técnica não funcionam. O que funciona, ainda hoje, é a ideia. Simples. O que faz a diferença em uma campanha é a capacidade de ser original e diferente. Era assim há 50 anos, é assim hoje. De que adianta saber tudo sobre SWOT, Marketing Digital, Ads e Analytics se o conteúdo oferecido não chama a atenção de ninguém?

É a ideia, ponto final. A Ideia, com “I” maiúsculo. É ela que emociona, que diverte, que encanta, que surpreende. É ela que vai se conectar com as pessoas e transformar a marca em um amigo em quem se pode confiar. É ela que, ao final, vai fazer vender.

A Ideia. Sempre ela. O passado, o presente e o futuro da comunicação. Uma comunicação com mais criatividade e menos blá-blá-blá.

 

Silvio Pilau
Redator

 

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